CARNAVAL DE RUA PROMETE SER A GRANDE DIVERSÃO DA FOLIA CARIOCA

CARNAVAL DE RUA PROMETE SER A GRANDE DIVERSÃO DA FOLIA CARIOCA

       Às vésperas da abertura do carnaval carioca, o músico, compositor e produtor cultural, Lúcio Mariano, Presidente da tradicional Confraria do Peru Sadio, bloco que arrasta mais de 15 mil pessoas pelas ruas do Leme, há mais de 15 anos, responde a um ping pong onde o assunto é o carnaval de Rua do Rio de Janeiro.

Mariano, mineiro com alma de carioca, homenageia este ano no decorrer do desfile do Peru Sadio (sábado, dia 10 e segunda, dia 12) o humorista octogenário José Santa Cruz. A marchinha é a polêmica ‘Alô Alô Gilmar, eu quero dinheiro’ composta por João Roberto Kelly, onde a sátira política está presente em todos os versos. Entre outras particularidades, o músico afirma que para 2019 a Prefeitura necessita olhar com mais carinho o carnaval carioca. Leia abaixo:

1-O carnaval do Rio é considerado um dos maiores espetáculos da terra devido ao desfile das escolas de samba. Você acha que o carnaval de rua hoje é maior do que show na Marques de Sapucaí?

Lúcio Mariano: Eu acho que são dois espetáculos diferentes.  Um, que é o sambódromo,  se transforma em um palco com profissionais de dança, celebridades, luxo, agremiações riquíssimas, enquanto o carnaval de rua sempre foi a alegria do povo, onde o pobre o rico, o negro e o branco  fazem a diversidade se encontram para se divertir junto.  Esse é o maior incentivo pra nós que organizamos o carnaval na rua. Viva o Carnaval. 

2-Qual sua escola do coração?

Portela.

3- Como você vê o carnaval de rua no Rio?

Eu gosto de comparar para as pessoas entenderem bem: durante o ano todo, nós temos o futebol como uma grande paixão de todo brasileiro. Então, o Carnaval de rua é o futebol durante esse período carnavalesco. Os blocos de carnaval são como as famosas peladas.

4-Em quesito de segurança acredita que estaremos bem amparados para a folia?

Eu confio muito no trabalho do 19º Batalhão e da Prefeitura. Eu acredito que não teremos problemas. Estão todos trabalhando em conjunto.  Bombeiros, polícia tanto civil quanto militar. Estaremos seguros como sempre estivemos durante esses 15 anos.

5-É caro literalmente botar o bloco na Rua? Existe ajuda da Prefeitura?

É caro. Existe sim, mas este ano, infelizmente, a verba que chegou pra gente foi muito pequena. Não deu pra quase nada, mas foi o que o prefeito cedeu. Com a ajuda da nossa associação, a ABCERJ (Associação de Bandas Carnavalescas do Estado do Rio de Janeiro), presidida por Valdeci Rego conseguimos alguns apoios a mais. Mas para o próximo ano teremos que nos preparar para não termos esse tipo de surpresa. Estamos fazendo o carnaval do esforço esse ano.

6-Como foi a ideia de homenagear José Santa Cruz? Carnaval passado foi João Roberto o homenageado. Virou tradição estas homenagens?

Sem dúvida. Eu tenho como principio homenagear pessoas que eu admirava quando criança. Jose Roberto Kelly e o Santa Cruz sempre acompanhei pela TV. Gosto de homenagear em vida. Eles merecem, pois ensinaram esse mundo da música e TV para os novos artistas que estão aparecendo agora.  São escolas vivas.

7- A marchinha ‘Alô Alô Gilmar tem causado polêmica. O ministro já se manifestou sobre o assunto?

Eu fiquei sabendo que ele já escutou, mas  parece que mostrou certo desinteresse.

8-Há quantos anos você participa do carnaval carioca?

Como músico, cantor e compositor desde 2004.  Durante esse período trabalhei durante oito anos como músico e compositor do Bloco do Clube do Samba, fundado em 1979 por João Nogueira. Após este período ingressei no Peru Sadio, onde estou há seis anos, sendo quatro como presidente. E também estou há quatro anos como compositor, músico e arranjador da Vila Kennedy Mirim, que desfila terça-feira de carnaval no sambódromo.

9-Estar à frente de um bloco tradicional como o Peru Sadio é uma paixão?

Eu como músico, produtor e folião sempre almejei estar nesse local. Por problemas financeiros, o bloco Peru Sadio veio pra minha mão. Nós contávamos com o apoio de uma empresa grande que há dois anos, por conta da crise, cortou todo o patrocínio. O bloco segue, com dificuldades, mas estou feliz.

10- No carnaval qual botequim da zona sul você elegeria como um verdadeiro point para os foliões?

São vários, mas eu escolheria, por exemplo, Real Chopp, Casilha, Pavão Azul, Xodó do Leme, antigo Bofetada em Ipanema.

11 – Muito se fala do crescimento do Carnaval de São Paulo, tanto em relação às Escolas de Sampa, quanto aos blocos. O que você acha disso? Qual é a diferença da folia dessas duas cidades?

Eu adoro essa história, pois o carnaval traz muito trabalho para as pessoas. Era triste ver os hotéis, restaurantes em SP vazios durante o carnaval. Eu gostaria que a festa acontecesse em todos os estados do Brasil com a mesma dimensão.

Respondendo a segunda pergunta, a diferença é que o carioca finaliza uma palavra com ‘ x ‘ e o paulista com ‘ s ‘. Essa é a única diferença.  Carnaval é carnaval, aqui ou lá. O importante é se divertir sem se machucar.

12 - O que não pode faltar num desfile de bloco?

O folião. Ele é o mais importante.

13 – Todos são bem vindos ao Peru Sadio?

 Sim. Todos.

14 – Qual é a receita de um Carnaval feliz?

Ele tem que durar quatro dias e só terminar na quarta-feira com muita paz.

 

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